A janela
Oie!
Tudo bem contigo?
Comigo está tudo bem, eu acho! rsrsrs
Essa semana aconteceram tantas coisas que me fizeram refletir sobre diversos aspectos da minha vida. Sim, estou um pouquinho "filosófica" hoje kkkkkkkk
Lembrei de tantas coisas e algumas coisas preciso deixar pra lá, pra conseguir ter outra visão da vida.
Essa semana saí com minhas amigas, dei risada, chorei, me senti decepcionada e triste.
Fiz coisas que jamais pensaria em fazer antes e foi bem interessante.
Decidi me dar uma chance e fui a um lugar conhecido por aqui, sabe? Na verdade, fui duas vezes seguidas essa semana 😊 Estava com o meu coração acelerado e a ansiedade batendo a casa dos 10000 graus, minha perna tremia e as mãos estavam muito inquietas. Quando de repente, olhei para fora e consegui, de uma forma estranha comparar a minha vida toda com aquele momento.
Sempre vi tudo através de uma janela. Como se a minha vida fosse observar as coisas acontecendo, parece que sempre fui espectadora da minha história e todas as vezes que tentei ser a atriz principal, permiti que as circunstâncias, o medo de ser mal vista, o medo de contrariar ou até mesmo decepcionar os meus pais me empurraram para cadeira de onde voltava a observar tudo de novo. Vi tanta coisa acontecendo através da minha janela. Percebi que sempre me deixei de lado com medo de não ser o que gostariam que eu fosse, mas no fim, continuo não sendo. Não me encaixo mais na Simone que eu era a alguns anos atrás. Não tenho os mesmos sonhos, não quero mais as mesmas coisas.
Aos 9 anos queria fazer Direito porque achava que seria algo que encheria os meus pais de orgulho, já que não entendia absolutamente nada de cálculo, o que era uma vergonha para a família pois sempre ficava de recuperação. Não entendia mesmo. Enfim, cursei Direito e queria ser juíza, na verdade terminei por ser teimosa mesmo pois sofri muito preconceito na Igreja por optar por essa profissão. Sofremos também muitas dificuldades financeiras na época, mas essa é uma longa história. Estou querendo te dizer que aquela pessoa que acreditava que uma carreira tão promissora seria um consolo por ter sido tão doente e trazer tanto sofrimento para minha família, não existe mais.
Sim, me senti durante muitos anos culpada por ser diagnosticada com ARJ aos 3 anos. Sofri tanto, me culpei, ouvia tantas coisas que não quero mais lembrar. Daí vem o medo de decepcionar mais uma vez.
Procurei seguir a cartilha das boas maneiras para não dar tanto trabalho e nem ser uma decepção novamente, Só que acabei sendo do mesmo jeito.
O que quero dizer é que sempre deixei de fazer o que tive vontade, deixei de encarar os meus B.O's por medo e uma culpa enorme. Mesmo assim, ainda tive momentos em que quis dar o meu grito de liberdade, mas ele foi sufocado.
Hoje vejo, que a responsabilidade é minha, escolhi não fazer nada e me manter "na linha". Escolhi abrir mão de viver muitas coisas por medo de ser um problema novamente. A responsabilidade de ficar sentada e observar a vida passar por uma janela é minha. Sempre foi.
Já nem sei com o que sonho mais, não sei que rumo quero que minha vida tome, não tenho a menor idéia de como estarei daqui 5 minutos e muito menos daqui 5 anos.
A vida está acontecendo lá fora, não dá pra ficar mais sentada e esperar o que vai acontecer e essa consciência agrega uma grande inquietação, tremores, insônias, mas me dá uma direção. Posso mudar meu destino, posso lutar ,viver finalmente, enfrentar todos os medos e barreiras que eu mesma criei. Dessa forma, deixo de apenas existir e ser a sombra de uma pessoa para me tornar alguém.
Após todo esse lapso tempo espaço (rsrsrs) percebi pessoas ao meu redor, conversando, rindo, se divertindo e isso não me pareceu errado. Tá bom que a noite não foi com esperava que seria, mas pelo menos, eu saí da janela e fui lá conferir.
Não é errado sair da cadeira de espectadora, não é errado procurar estabelecer parâmetros próprios, não é errado estar errada, não é errado arriscar. Errado é ficar parada e responsabilizando a vida por tudo.
Quero fazer o que tenho vontade, experimentar coisas novas. Acredito que não é tarde. Tarde seria se estivesse morta, mas sinto que estou renascendo. Não sei o que isso acarretará no meu futuro, nem quantas "decepções" isso trará, mas agora a principal pessoa que não vou decepcionar será eu mesma!
Gostaria que soubesse disso! Tenho muito mais coisas pra te contar, mas fica para a próxima carta!
bjos e fique bem!
Simone
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